Projeto Marcelo Aro governo de Minas movimenta a política em Betim

Nesta terça-feira (4/8), Marcelo Aro governo de Minas virou o principal assunto dos bastidores políticos mineiros, inclusive dentro da Câmara Municipal de Betim, que reabriu os trabalhos após o recesso legislativo. Enquanto a sessão seguia seu roteiro formal, vereadores acompanhavam pelo celular as negociações que podem definir o nome da direita para o Palácio Tiradentes.
O clima de expectativa não é exagero: a Federação União Progressista (União Brasil e PP) tratou Aro como candidato durante convenção na Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesta segunda-feira (3/8), mas adiou o anúncio oficial. Além disso, o prazo para fechamento das convenções partidárias termina nesta quarta-feira (5/8), o que aumenta a pressão por uma definição rápida.
Diante disso, o presidente da Câmara de Betim, Léo Contador, resumiu o momento com uma frase atribuída ao ex-deputado Ivair Nogueira, morto em decorrência da Covid-19: “em política já vi até vaca voar”. A citação circulou entre os vereadores como síntese do imprevisível cenário eleitoral.
Como a Câmara de Betim virou termômetro da disputa

A movimentação em torno de Marcelo Aro governo de Minas não ficou restrita a Belo Horizonte. Em Betim, cidade da Região Metropolitana, os vereadores discutiam, entre uma pauta e outra, a possibilidade de o ex-prefeito Vittorio Medioli abandonar a pré-candidatura a deputado estadual para reavaliar sua posição na disputa majoritária.
Por outro lado, a repercussão local mostra como decisões tomadas em Brasília e na ALMG afetam diretamente municípios da região metropolitana. Afinal, tanto Medioli quanto o atual presidente da Câmara, Léo Contador, integram redes políticas que dependem diretamente do desenho final das chapas estaduais.
Vittorio Medioli, filiado ao PL desde março, havia se posicionado como pré-candidato a deputado estadual pela Assembleia Legislativa. No entanto, segundo apuração do portal O Fator, o empresário sinalizou que pode compor uma chapa majoritária caso isso atenda melhor às pretensões do partido em Minas Gerais.

Nesse sentido, a indefinição de Medioli está diretamente conectada ao rumo de Marcelo Aro governo de Minas: caso Aro consolide o apoio da União Progressista e amplie a aliança à direita, o tabuleiro de vagas para o Senado, a Assembleia e o Executivo estadual pode ser redesenhado por completo. Vale destacar que essa reorganização também envolve nomes como Domingos Sávio (PL) e Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg.
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