Tarcísio lidera em SP com 47,3% no 1º turno, diz pesquisa

Tarcísio lidera em SP com 47,3% no 1º turno, diz pesquisa

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirma o favoritismo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Tarcísio lidera todos os cenários da corrida eleitoral paulista em 2026, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (21) pelo instituto Paraná Pesquisas. No primeiro turno, o governador aparece com 47,3% das intenções de voto contra 33,5% do ex-ministro Fernando Haddad (PT). Portanto, a vantagem supera 13 pontos percentuais e consolida o atual mandatário como principal nome da disputa.

Vale destacar que a pesquisa ouviu 1.640 eleitores em 82 municípios paulistas entre os dias 18 e 20 de maio, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número SP-02706/2026. Além dos dois líderes, Paulo Serra (PSDB) aparece com 4,3% e Kim Kataguiri (Missão) com 3,4%. Brancos e nulos somam 6,5%, e os indecisos representam 5,1%.

Diante disso, o quadro geral favorece Tarcísio — mas os dados segmentados revelam uma disputa bem mais acirrada em determinados grupos, especialmente entre as eleitoras.

Tarcísio lidera também no segundo turno, mas vantagem encolhe

Em um eventual segundo turno, Tarcísio lidera com 52,7% das intenções de voto contra 37,6% de Fernando Haddad. Sendo assim, a diferença existe e supera a margem de erro, porém caiu em relação aos levantamentos feitos no início do ano.

Por outro lado, na eleição de 2022, Tarcísio venceu Haddad com 55,27% dos votos contra 44,73%. Ou seja, o governador perdeu cerca de 2,5 pontos percentuais em relação àquela disputa, enquanto o petista cresceu proporcionalmente. Consequentemente, a tendência de aproximação entre os candidatos é um sinal que o PT certamente explorará ao longo da campanha.

Eleitorado feminino equilibra a disputa no segundo turno

Entre os eleitores do sexo masculino, Tarcísio lidera com folga: 55,6% no primeiro turno contra 28,7% de Haddad. No entanto, o cenário muda de forma significativa entre as mulheres — o governador cai para 39,9% e o petista sobe para 37,8%, uma diferença de apenas dois pontos percentuais, dentro da margem de erro.

No segundo turno, essa tendência se aprofunda ainda mais. Entre os homens, Tarcísio lidera com 61,8% contra 31,4% de Haddad. Já entre as mulheres, a disputa fica praticamente empatada: 44,7% para o governador e 43% para o candidato do PT. Nesse contexto, o desempenho de Haddad entre o eleitorado feminino representa um dos principais trunfos do PT para 2026.

Além disso, esse equilíbrio ocorre em meio ao aumento de casos de feminicídio no estado e a críticas sobre cortes em políticas voltadas às mulheres. Dados do Instituto Sou da Paz apontam que os feminicídios bateram recorde em São Paulo entre janeiro e agosto deste ano, com 166 assassinatos — alta de 9% sobre o mesmo período de 2024 e o maior número desde o início da série histórica, em 2015. Por sua vez, o governo estadual propôs para 2026 um orçamento da Secretaria de Políticas para a Mulher 54,4% menor do que a dotação inicial aprovada na LOA de 2025.

Rejeição e aprovação completam o painel eleitoral

Tarcísio lidera pesquisa eleitoral para o governo de SP — governador aparece à frente em todos os cenários do levantamento Paraná Pesquisas de maio de 2026 | Foto: Agência Brasil
Tarcísio lidera pesquisa eleitoral para o governo de SP — governador aparece à frente em todos os cenários do levantamento Paraná Pesquisas – FT: Agência Brasil

A pesquisa também mediu a rejeição: Haddad lidera esse índice com 44,9% contra 27,3% de Tarcísio. Kim Kataguiri aparece com 16,5% e Paulo Serra com 15,1%. Os entrevistados podiam citar mais de um nome.

Em contrapartida, Tarcísio lidera também na aprovação de governo: 64,4% dos paulistas avaliam positivamente sua gestão, enquanto 31,5% desaprovam. Na avaliação detalhada, 16% classificam como ótima e 32,6% como boa, ao passo que 7,3% consideram ruim e 15,2%, péssima. Dessa forma, o governador entra no ano eleitoral com capital político sólido — mas com desafios claros entre grupos que historicamente definem o resultado nas urnas no estado mais populoso do Brasil.

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Lourival Santana

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