Pesquisa Genial Quaest Lula 2026: vantagem cresce entre independentes

A pesquisa Genial Quaest Lula 2026 divulgada nesta quarta-feira (10) mostra o presidente Lula (PT) abrindo distância relevante sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições presidenciais. No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 29% do senador — uma diferença de dez pontos percentuais. Portanto, o petista consolida sua liderança na corrida eleitoral neste momento.
Em um eventual segundo turno, a vantagem persiste: 44% a 38% a favor do presidente. Além disso, o dado que mais chama atenção nesta rodada está no comportamento do eleitorado que não se identifica com nenhum dos dois campos. Entre os independentes, Lula saltou de 29% para 37%, enquanto Flávio recuou de 31% para 24% — uma inversão significativa nesse segmento decisivo.
A pesquisa Genial Quaest Lula 2026 é a sexta rodada do levantamento realizado pela Quaest ao longo deste ano. Sendo assim, os números permitem observar uma tendência de recuperação gradual do presidente, que agora soma melhora eleitoral com avanço na avaliação do governo.

Eleitores independentes votam em Lula ou Flávio
O dado mais relevante da rodada, porém, está na movimentação do eleitorado independente. Entre os entrevistados que não se identificam nem com o lulismo nem com o bolsonarismo, Lula avançou de 29% para 37%, enquanto Flávio recuou de 31% para 24%. Como esse segmento tende a ser decisivo em eleições polarizadas, a mudança sugere uma ampliação da capacidade do presidente de atrair votos para além de sua base tradicional.
Pesquisa Genial Quaest Lula 2026: aprovação do governo chega a 47%

Em paralelo ao crescimento nas intenções de voto, a pesquisa Genial Quaest Lula 2026 aponta uma recuperação moderada na avaliação do governo federal. A aprovação chegou a 47%, empatando tecnicamente com a desaprovação, de 48%. Embora o saldo ainda não seja positivo, o resultado sugere que o período mais difícil para a gestão pode ter ficado para trás.
Nesse contexto, medidas econômicas recentes aparecem como vetores importantes dessa melhora. O programa Desenrola se destaca: 71% dos entrevistados afirmam que a iniciativa fez diferença significativa ou provocou alguma melhora em sua situação financeira. Além disso, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e um noticiário considerado mais favorável ao governo também contribuíram para o avanço da aprovação presidencial.
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Por outro lado, os números revelam um momento delicado para a principal liderança da oposição. O episódio envolvendo negociações com o empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, gerou repercussão amplamente negativa: 65% dos entrevistados consideram que Flávio errou ao solicitar o financiamento. Diante disso, a imagem do senador sofre um desgaste considerável justo no período em que deveria construir credibilidade.

Além disso, o caso Banco Master também pesa contra Flávio. 58% acreditam que ele pode estar ocultando informações sobre o episódio, enquanto 62% consideram que ele tinha conhecimento de possíveis irregularidades envolvendo Vorcaro. Consequentemente, a combinação desses fatores cria um cenário adverso para o senador em um momento ainda precoce da corrida eleitoral.
Tarifas e narrativa: Lula leva vantagem no embate com os EUA
A disputa de narrativas em torno das tarifas impostas pelos Estados Unidos também favorece o presidente nesta pesquisa Genial Quaest Lula 2026. Quase metade dos entrevistados — 47% — acredita que o encontro de Flávio com o presidente americano Donald Trump influenciou a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas.
No embate direto de versões, 47% concordam com a interpretação de Lula de que as tarifas representam uma retaliação relacionada ao Pix, enquanto 35% apoiam a explicação apresentada por Flávio. Da mesma forma, na discussão sobre a influência do senador sobre Washington, 47% concordam com a versão do presidente, contra 36% que acreditam na do opositor. Sendo assim, o governo sai na frente também na batalha pelo enquadramento das questões internacionais junto à opinião pública.

Em suma, a combinação de melhora gradual na aprovação, avanço entre os eleitores independentes e desgaste da principal liderança oposicionista traça um panorama mais favorável ao Palácio do Planalto. Ainda assim, a disputa permanece competitiva e distante de qualquer definição, como aponta a própria pesquisa eleitoral 2026.
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