PL descarta Medioli e mira Marcelo Aro governo de Minas

O PL formalizou o descarte da candidatura de Vittorio Medioli ao governo de Minas Gerais e passou a tratar o cenário Marcelo Aro governo de Minas como o caminho mais provável para a legenda no estado. Portanto, a decisão chega em meio à indefinição prolongada em torno do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), impasse que já causa turbulência na política mineira e que, segundo dirigentes do partido, deve ser resolvido ainda nesta semana.
Além disso, o ex-prefeito de Betim foi avisado pelo presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor, de que a sigla optará por outro caminho. Assim, a aliança em torno de Aro é vista internamente como a alternativa mais confortável para garantir o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo maior colégio eleitoral do país.
No entanto, a prioridade formal da legenda continua sendo Cleitinho. Ainda assim, o cenário Marcelo Aro governo de Minas ganhou peso porque, sem uma definição rápida, o PL corre o risco de chegar ao fim do calendário eleitoral sem candidato ao Palácio Tiradentes.
Como fica a indefinição com Cleitinho

Dessa forma, a expectativa de dirigentes é que a indefinição de Cleitinho se resolva já nos próximos dias, encerrando semanas de impasse que atrasaram a convenção estadual do PL. Zé Vitor reforçou que “Marcelo só será candidato se o Cleitinho não for”, mas admitiu que as tratativas com Aro avançaram diante da demora do senador em confirmar a candidatura ao governo.
Por sua vez, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já havia sinalizado que outros nomes, como Medioli e Flávio Roscoe, integravam a lista de alternativas. Com o descarte formal de Medioli, contudo, o cenário Marcelo Aro governo de Minas se consolida como a opção mais concreta caso Cleitinho confirme a desistência.
Por que Aro é visto como aliança confortável
Vale destacar que Aro reúne atributos difíceis de encontrar em outro nome disponível ao PL. Ex-secretário da Casa Civil de Romeu Zema, ele foi um dos principais articuladores políticos do governo mineiro e lidera um grupo próprio com aliados no PP, no Podemos e no DC, com bancada de 11 vereadores em Belo Horizonte.
Em contrapartida, a aproximação também produz efeitos sobre o projeto de reeleição do governador Mateus Simões (PSD), hoje com apenas 5% das intenções de voto na pesquisa Quaest. Isso porque a entrada do senador Carlos Viana no PSD, disputando o mesmo espaço que era reservado a Aro na chapa ao Senado, abriu uma crise entre os grupos e reforçou, entre aliados de Aro, o discurso a favor do cenário Marcelo Aro governo de Minas, conforme aponta reportagem do G1.
O que muda para Medioli em Betim
Por outro lado, com o descarte da sigla, Medioli adia mais uma vez o sonho de disputar o governo mineiro, projeto já cogitado em 2022. Segundo o assessor especial do ex-prefeito, Jaime Thalles, ele está tranquilo e, por ora, não pretende concorrer a nenhum cargo, dedicando-se à construção do aeroporto de Betim e a seus negócios.

Em suma, com Medioli fora do páreo e a indefinição de Cleitinho perto do fim, o desfecho do cenário Marcelo Aro governo de Minas tende a ser conhecido ainda nesta semana, consolidando a aliança em torno do senador Flávio Bolsonaro em Minas Gerais.
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