Deputados que votaram contra o fim da escala 6×1

Deputados que votaram contra o fim da escala 6×1

Os deputados que votaram contra o fim da escala 6×1 ficaram em minoria esmagadora na Câmara dos Deputados na quarta-feira, (27). A PEC que elimina o modelo de trabalho e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas passou com placar histórico: 472 votos a favor e apenas 22 contrários no primeiro turno. No segundo turno, a diferença foi ainda maior — 461 a 19.

Além disso, a aprovação representa uma virada histórica nas relações trabalhistas brasileiras. Portanto, saber quem se posicionou contra a medida é informação de interesse público. Dessa forma, listamos abaixo todos os parlamentares que resistiram à mudança, por estado e partido.

A matéria agora segue para análise do Senado Federal, onde mais um ciclo de votações definirá o futuro da proposta. Nesse contexto, o placar expressivo da Câmara aumenta a pressão para que os senadores também aprovem o texto.

Quem são os deputados que votaram contra a escala 6×1

A lista dos deputados que votaram contra o fim da escala 6×1 reúne parlamentares majoritariamente de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo — e de partidos como PL, Novo, MDB, PP, PSD e União Brasil. No primeiro turno, 22 parlamentares se opuseram à PEC. No segundo turno, o número caiu para 19, pois dois deputados não votaram e um mudou de posição.

Vale destacar que Fausto Pinato (União-SP) votou contra no primeiro turno, mas mudou de posição e passou a votar a favor no segundo. Por sua vez, Paulo Marinho Jr (PL-MA) e Zé Trovão (PL-SC) votaram contra no primeiro turno e não participaram da segunda votação.

deputados que votaram contra o fim da escala 6×1
Deputados que votaram contra o fim da escala 6×1 — placar de 472 a 22 marcou sessão histórica na Câmara dos Deputados | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Deputados que votaram contra o fim da escala 6×1

Maranhão: Paulo Marinho Jr (PL-MA) — não votou no 2º turno

Rio Grande do Sul: Nicoletti (PL-RR), Bibo Nunes (PL-RS), Lucas Redecker (PSD-RS), Marcel van Hattem (Novo-RS), Mauricio Marcon (PL-RS), Sérgio Turra (PP-RS)

Santa Catarina: Carlos Chiodini (MDB-SC), Caroline de Toni (PL-SC), Daniel Freitas (PL-SC), Daniela Reinehr (PL-SC), Fabio Schiochet (União-SC), Gilson Marques (Novo-SC), Julia Zanatta (PL-SC), Pezenti (MDB-SC), Zé Trovão (PL-SC) — não votou no 2º turno, Ricardo Guidi (PL-SC)

São Paulo: Adriana Ventura (Novo-SP), Fausto Pinato (União-SP) — mudou e votou sim no 2º turno, Kim Kataguiri (Missão-SP), Ricardo Salles (Novo-SP), Rosangela Moro (PL-SP)

O que muda com o fim da escala 6×1

Com a aprovação da PEC, a jornada semanal de trabalho passa por uma transição gradual de 14 meses. Sessenta dias após a promulgação, a carga semanal cai de 44 para 42 horas. Depois de 12 meses, haverá nova redução para 40 horas semanais — sem qualquer redução salarial para os trabalhadores.

Além disso, o texto garante dois dias de folga remunerada por semana, com preferência pelos domingos. Por isso, trabalhadores de setores que operam em escala contínua — como comércio, saúde e segurança — devem sentir os efeitos mais rapidamente após a promulgação. Em contrapartida, empregadores terão o período de adaptação para reorganizar turnos e contratos.

Vale destacar ainda que o PL tentou incluir um destaque para priorizar a votação da escala 4×3, mas a iniciativa foi derrotada no plenário. Seis dos sete destaques apresentados chegaram a ser retirados durante as negociações conduzidas pela própria Câmara.

Próximos passos: Senado decide o futuro da PEC

Agora que a escala 6×1 foi derrubada na Câmara, a PEC segue para o Senado Federal, onde precisará passar por dois turnos de votação e obter maioria qualificada. O placar expressivo da Câmara — quase unânime — coloca pressão sobre os senadores para que avancem com a pauta.

Sendo assim, trabalhadores e sindicatos devem intensificar a mobilização para garantir a aprovação no Senado. Por outro lado, setores empresariais já sinalizam que vão atuar junto aos parlamentares da Casa Alta para tentar modificar pontos do texto, especialmente os prazos de transição. Em suma, o debate está longe de terminar — e o Brasil acompanha cada passo dessa disputa histórica.

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Lourival Santana

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