Caso Revisa Betim provoca turbulência política e chega ao Ministério Público

Caso Revisa Betim provoca turbulência política e chega ao Ministério Público

O caso Revisa Betim entrou em nova fase nesta segunda-feira (18), com desdobramentos simultâneos no Legislativo, no Executivo e no Ministério Público. A Câmara Municipal instaurou uma Comissão Especial para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de emenda impositiva à Rede de Proteção à Vida e à Saúde (REVISA), entidade apontada como possível ONG fantasma. Ao mesmo tempo, o vereador Toninho da Farmácia, autor da indicação, negou qualquer irregularidade e anunciou que vai acionar a Justiça contra o que chamou de denúncias caluniosas.

Além disso, o caso já chegou ao Ministério Público de Minas Gerais por meio de denúncia protocolada por Pedro Betinense, ampliando ainda mais o escopo da investigação. Portanto, o que começou como uma suspeita sobre o destino de recursos públicos (R$ 3,7 milhões) se transformou rapidamente em uma crise política de múltiplas frentes na cidade.

Nesse contexto, o presidente da Câmara, Léo Contador (União Brasil), assinou a nota oficial da Casa e tomou a iniciativa de criar a comissão investigativa — sinalizando que o Legislativo não pretende minimizar as acusações nem deixar o caso sem resposta institucional.

Caso Revisa Betim: comissão especial tem presidente e relator definidos

A Comissão Especial instaurada pela Câmara Municipal de Betim reúne cinco vereadores. O vereador Alexandre da Paz (MDB) assumirá a presidência dos trabalhos, enquanto Ivanildo Petrovale (Cidadania) exercerá a função de relator. Completam o colegiado os vereadores Claudinho (PSB), Dudu Braga (PV) e Ricardo Lana (PP).

comissão especial tem presidente e relator definidos
Caso Revisa Betim provoca turbulência política e chega ao Ministério Público – FT: Lourival Santana

Vale destacar que a Câmara deixou claro, em nota oficial, que nas emendas impositivas a responsabilidade pela indicação das instituições beneficiárias recai sobre o próprio parlamentar que assina a indicação — e não sobre a Casa Legislativa. Dessa forma, o Legislativo delimita seu papel no episódio e direciona a investigação ao vereador que destinou os recursos à REVISA.

Segundo o documento assinado pela Diretora de Comunicação Waleska Chaban, pelo Procurador-Geral Marcelo Geraldo dos Santos Rezende e pelo presidente Léo Contador, o processo de tramitação das emendas impositivas segue mecanismos de controle e rastreabilidade previstos na Recomendação nº 2/2026 do MPMG e nos parâmetros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Servidora ligada ao caso é alvo de processo administrativo

Um dos pontos mais delicados do caso Revisa Betim envolve uma servidora citada na denúncia. Conforme a nota da Câmara, ela exerceu função junto à Comissão de Saúde da Casa a partir de 2 de janeiro de 2025, sendo exonerada em 16 de setembro de 2025, pela Portaria nº 754 publicada no diário oficial.

Pedro Betinense protocola denúncia sobre ONG suspeita no Ministério Público – FT: Lourival Santana

Diante disso, o Legislativo tomou ciência pela imprensa de que a mesma servidora assumiu cargo comissionado no Executivo Municipal. Consequentemente, a Casa instaurou processo administrativo e encaminhou ofício ao Executivo para abertura de procedimento de sindicância. Ou seja, tanto o Legislativo quanto o Executivo passam a investigar a trajetória funcional da servidora no episódio.

Toninho da Farmácia nega irregularidades e promete acionar a Justiça

O vereador Toninho da Farmácia foi a público para rebater as acusações e reafirmar sua boa-fé no exercício do mandato. Ele negou qualquer desvio na destinação da emenda impositiva à REVISA e explicou que a entidade cumpria todas as exigências legais, possuindo as certidões exigidas pela legislação vigente. Além disso, o parlamentar ressaltou que a entidade foi indicada por consultoria especializada.

Caso Revisa Betim

Toninho ainda apresentou documentos que, segundo ele, atestam o funcionamento da ONG em polos diversos, com Planos de Trabalho executados desde 2024. Por outro lado, as suspeitas de que a REVISA seria uma ONG fantasma continuam alimentando o debate público e a investigação institucional. Sendo assim, o vereador anunciou que vai acionar a Justiça contra todas as denúncias que considera caluniosas — o que promete acrescentar mais um capítulo judicial ao já complexo caso Revisa Betim.

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Lourival Santana

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