Morre aos 100 anos fundador da Rádio Liberdade

O fundador da Rádio Liberdade, Geraldo da Silva Santos, o Lapinha, morreu neste sábado (1º) aos 100 anos. A notícia foi confirmada pela própria emissora em publicação nas redes sociais, gerando comoção entre ouvintes e profissionais da radiodifusão mineira.
Além disso, Lapinha deixou um legado que vai muito além do rádio: filho de carpinteiro, ele começou a vida profissional como marceneiro em Betim e, décadas mais tarde, transformou-se em um dos empresários mais tradicionais da cidade. Foi justamente o desejo de anunciar sua própria loja de móveis, sem depender de publicidade paga, que o levou a investir na compra de uma emissora de rádio.
Dessa forma, nasceu a Rádio Liberdade, que se tornaria referência nacional no segmento sertanejo. Por isso, a morte do fundador da Rádio Liberdade repercutiu não apenas em Betim, mas em toda a região metropolitana de Belo Horizonte, onde sua história é conhecida por gerações de ouvintes.
Homenagens à trajetória do centenário

A Rádio Liberdade publicou uma de seu criador. “Visionário e apaixonado pela música sertaneja, ele plantou a semente que deu origem à Rádio Liberdade e construiu um legado que seguirá vivo em nossa história e no coração de milhões de ouvintes”, afirmou a emissora.
Vale destacar que a Rádio Fã, outra emissora fundada por Lapinha, também lamentou publicamente sua morte. “Visionário e apaixonado pela comunicação e pela música, Lapinha construiu um legado que deu origem à Rádio Liberdade, Fã FM e Classic Pan, marcando a história da radiodifusão mineira. Seu exemplo permanecerá vivo em nossas emissoras, em nossa equipe e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecer sua trajetória”, escreveu.
Legado do fundador na música sertaneja
Ainda assim, o que mais marca a trajetória do fundador da Rádio Liberdade é o pioneirismo. A Liberdade foi uma das primeiras emissoras FM do Brasil a apostar de forma consistente na música sertaneja, em um momento em que o gênero recebia pouco espaço nas rádios tradicionais. Com isso, a emissora se consolidou, ao longo das décadas, como uma das maiores do segmento no país.
Atualmente, a administração está a cargo dos filhos e netos de Lapinha, que seguem honrando o projeto iniciado por ele nos anos 1980. Nesse contexto, o grupo radiofônico se expandiu para outras marcas, como a Fã FM e a Classic Pan, ampliando o alcance da obra deixada pelo empresário.
Reação dos ouvintes à morte do fundador

Nos comentários das publicações sobre a morte do fundador da Rádio Liberdade, dezenas de ouvintes deixaram mensagens de carinho e gratidão. “Grande Lapinha, homem de fé e coragem. Teu amor está em todos os nossos corações”, escreveu um internauta, resumindo o sentimento de parte do público.
Por sua vez, colegas de profissão e moradores de Betim também destacaram a importância histórica de Lapinha para a cidade, lembrado como um empreendedor visionário que soube transformar um problema comercial simples em um dos maiores legados culturais da região.
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