ONG fantasma em Betim leva vereadores ao Conselho de Ética

ONG fantasma em Betim leva vereadores ao Conselho de Ética

O presidente da Câmara Municipal, Léo Contador, anunciou nesta terça-feira (30), durante sessão na Casa, novos desdobramentos do caso envolvendo uma suposta ONG fantasma em Betim. Segundo o parlamentar, a investigação apura um repasse de R$ 3,7 milhões destinado à entidade Revisa, que funcionaria em um endereço sem estrutura física condizente, localizado em um beco na região central.

Diante da gravidade do caso, Léo Contador informou que o processo será encaminhado ao Conselho de Ética da Câmara. Além disso, o presidente explicou que a comissão, atualmente composta pelo presidente Clebinho Resende e pelos membros Léo Contador, Alexandre Xeréu, Layon Silva e Baé da Comunidade, passará por mudanças, já que parte dos integrantes está entre os nomes citados nas suspeitas.

Quais vereadores podem deixar a comissão

ONG fantasma em Betim

De acordo com Léo Contador, os vereadores Alexandre Xeréu e Layon Silva devem ser retirados da Comissão de Ética por estarem entre os mencionados nas apurações sobre a ONG fantasma em Betim. Igualmente, o vereador Baé da Comunidade também pode ser afastado, uma vez que enfrenta denúncias relacionadas a casos semelhantes, envolvendo repasses a entidades sem comprovação adequada da prestação de contas.

Por outro lado, é importante destacar que as suspeitas ainda estão em fase de apuração, e os vereadores citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório antes de qualquer conclusão sobre eventual responsabilidade.

Outros nomes citados nas investigações

Conforme relatado por Léo Contador, outros parlamentares também estariam entre os que precisarão apresentar explicações ao Conselho de Ética. Entre os nomes mencionados estão Toninho da Farmácia, Kenin do G10 e Zequinho Romão, Paulo Tekin além de Alexandre Xeréu e Layon Silva.

Vale destacar que, paralelamente ao processo interno da Câmara, o caso da ONG fantasma em Betim também é investigado pelo Ministério Público e por outros órgãos de controle, incluindo os Tribunais de Contas. Assim, há ainda procedimentos em andamento voltados à eventual responsabilização civil e criminal dos envolvidos.

Prefeitura já havia suspendido repasses

Antes mesmo do anúncio na Câmara, a Prefeitura de Betim já havia determinado a suspensão de todos os repasses a entidades suspeitas de funcionarem como ONG fantasma em Betim, por meio da entidade Revisa. O Executivo reforçou os procedimentos internos de fiscalização, enquanto o Legislativo passa a conduzir sua própria apuração sobre o tema.

Agora, o caso segue sendo investigado simultaneamente por diferentes instâncias — administrativa, legislativa e judicial —, com o objetivo declarado de apurar responsabilidades e evitar novos repasses irregulares a entidades sem comprovação de funcionamento real.

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Lourival Santana

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