Vittorio governador de Minas: sonho ou delírio?

Os bastidores da política mineira aquecem com as movimentações de Vittorio governador de Minas, tema que ganhou força após a visita do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ao aeroporto de Betim. O empresário, que recebeu e conduziu o senador pelo local, aproveitou o momento para sinalizar publicamente suas pretensões políticas.
Além disso, Medioli publicou nas redes sociais, nesta semana, uma peça publicitária que deixa claro seu interesse em disputar o Palácio Tiradentes em 2026. Até então, ele despontava como possível candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL).
Diante disso, comenta-se no meio político que o encontro com Flávio Bolsonaro teria ampliado o objetivo de Medioli, que agora avalia seriamente a corrida ao governo do estado.
Os desafios da disputa
Vale destacar que essa aproximação pode render a Flávio um palanque relevante em Minas Gerais — estado estratégico para qualquer projeto presidencial. Nesse contexto, a peça publicitária divulgada reforça que o sonho de Vittorio governador de Minas é antigo, não uma decisão de última hora.
O cenário, contudo, não é simples. A possibilidade de Vittorio governador de Minas enfrenta pelo menos dois obstáculos imediatos: o legado deixado por Romeu Zema, apontado por aliados como um estado que “pede socorro”, e a posição consolidada de Cleitinho Azevedo nas pesquisas.
Cleitinho lidera as intenções de voto, embora ainda não tenha confirmado oficialmente sua candidatura ao Palácio Tiradentes. Assim, a indefinição do atual líder das pesquisas abre uma janela de tempo para que Medioli articule apoios em diferentes segmentos do estado.
Articulação interna no PL

Por trás dos bastidores, a equação política é mais complexa do que a peça publicitária sugere. Para emplacar o nome ao Palácio Tiradentes, Medioli precisará primeiro do aval da cúpula nacional do PL, comandada por Valdemar da Costa Neto, que já foi condenado por corrupção, na “Operação Lava Jato” — peça-chave em qualquer definição de candidaturas majoritárias do partido pelo país.
Até o momento, porém, o empresário praticamente não aparece nas pesquisas de intenção de voto, enquanto Cleitinho desponta como liderança consolidada. O que deixa o caminho de Medioli muito difícil, seja para disputar ou para definir composição de chapa.
Assim, o objetivo de Medioli pode estar menos ligado a uma candidatura própria viável e mais a um movimento de barganha interna, testando seu peso político junto às lideranças do partido antes da convenção.
O que vem a seguir
Por outro lado, o tempo até a definição das candidaturas será decisivo. Medioli pretende usar esse período para dialogar com lideranças regionais e consolidar sua imagem como opção viável dentro do PL.
O projeto de Vittorio governador de Minas promete ganhar contornos mais claros nas próximas semanas, conforme partidos definem suas estratégias para 2026
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