Republicanos confirma candidatura de Cleitinho ao governo de MG

A candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais foi oficialmente confirmada nesta sexta-feira (7), após meses de idas e vindas dentro do Republicanos. Portanto, o anúncio marca o fim de uma novela política que já dura semanas e que mobilizou lideranças estaduais e nacionais da legenda.
O senador fez o anúncio durante uma coletiva de imprensa na Praça do Santuário, em Divinópolis, sua cidade natal. Além disso, o evento reuniu apoiadores, aliados políticos e eleitores, em um momento carregado de emoção, já que Cleitinho enfrenta a perda recente do irmão mais novo.
Horas antes, o presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, havia viajado a São Paulo para pedir diretamente ao presidente nacional, Marcos Pereira, que liberasse a disputa. Dessa forma, o desfecho só se concretizou depois de uma articulação de última hora entre as direções nacional e estadual da sigla.
Como aconteceu o anúncio
Em ligação de vídeo transmitida durante a coletiva, Cleitinho agradeceu publicamente a Marcos Pereira pela confiança renovada. “Presidente, quero agradecer por ter confiado em mim. Estou passando um momento difícil, mas o soldado vai ferido para a guerra, pois eu sei que terei milhões de soldados me defendendo em Minas Gerais”, declarou o senador.
Nesse contexto, o Republicanos formalizou também a chapa completa: o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, será o candidato a vice-governador. Já Marcelo Aro, cotado até então como possível concorrente ao governo, confirmou que disputará uma vaga no Senado, o que evitou um racha dentro do campo político que sustenta a candidatura de Cleitinho ao governo.
Motivos apontados pelo partido

Em nota oficial, a Executiva Nacional do Republicanos afirmou que a decisão de autorizar a candidatura só ocorreu depois que o senador reconheceu os “equívocos cometidos durante o processo” e apresentou desculpas formais às direções nacional e estadual, à população mineira e às forças políticas envolvidas na articulação eleitoral.
Ainda segundo a legenda, pesou na decisão o desempenho de Cleitinho nas pesquisas de intenção de voto, nas quais ele aparece na liderança. Por outro lado, o partido também citou manifestações de diferentes setores da sociedade mineira favoráveis à sua permanência na disputa, além do compromisso assumido pelo senador de levar a candidatura de Cleitinho ao governo até o fim do processo eleitoral.
Reviravoltas até a decisão final da candidatura de Cleitinho ao governo
A trajetória até este anúncio foi marcada por sucessivas mudanças de posição. Na segunda-feira (3), Cleitinho apareceu chorando em um vídeo e afirmou que não disputaria o governo mineiro, decisão que chegou a ser confirmada pelo próprio Republicanos. No dia seguinte, porém, durante a convenção nacional do partido em Brasília, ele voltou atrás e pediu a Marcos Pereira para ser candidato, pedido que, na ocasião, foi negado.
Sobre as oscilações, o senador explicou publicamente que o momento pessoal difícil, motivado pela perda do irmão, influenciou suas decisões. “Quem nunca teve emoção na vida? Quem nunca chorou? Quem nunca teve uma perda? O que estou passando, só minha família sabe”, disse. Assim, a ata da convenção estadual do Republicanos-MG já havia deixado uma brecha ao delegar amplos poderes a Pettersen para registrar candidaturas mesmo após o prazo oficial, o que, em suma, abriu caminho jurídico para o desfecho desta sexta-feira.
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