Smart Campus da UFMG em Betim é aprovado

Os betinenses acabam de conquistar um dos projetos mais transformadores de sua história recente. O presidente Lula confirmou a implantação de um campus avançado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no município, encerrando de vez as especulações sobre a viabilidade da proposta. A conquista do Smart Campus da UFMG em Betim, articulada pelo prefeito Heron Guimarães ao longo de meses de negociações e viagens a Brasília, representa uma virada histórica no acesso ao ensino superior público na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Neste sábado, (11/4), em uma rede social, Heron voltou comentar os esforços para efetivar o campus UFMG-Betim. “Essa conquista não começou agora. Ela começou ainda no ano passado, com muito trabalho, diálogo e várias viagens a Brasília para tirar o projeto do papel,” afirmou.
O que está previsto no Smart Campus da UFMG

O campus será instalado no antigo Fiat Clube, espaço de 48,8 mil metros quadrados que será doado pelo grupo Stellantis e adaptado com apoio da prefeitura. A estrutura prevê cursos no período noturno e modelo semipresencial, permitindo que estudantes conciliem trabalho e formação superior. Por isso, o projeto é particularmente estratégico para Betim, uma cidade marcada pelo perfil industrial e por trabalhadores que precisam de horários flexíveis.
Na área de tecnologia, estão previstos Engenharia de Produção e Engenharia de Sistemas, além de Sistemas de Informação e Ciência de Dados e Inteligência Artificial. Na área da saúde, o campus também deve oferecer Educação Física/Ciências do Esporte e Fisioterapia — totalizando seis cursos de graduação. Sendo assim, a proposta une exatamente o que o mercado betinense mais demanda: tecnologia, engenharia e saúde.
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Geração de empregos e impacto econômico direto
Além da formação acadêmica, o Smart Campus deve movimentar a economia local de forma significativa. A estimativa é de pelo menos 80 vagas para servidores técnico-administrativos, distribuídos em setores como secretaria, comunicação, tecnologia da informação, biblioteca e apoio acadêmico. No entanto, o impacto vai muito além dos empregos diretos.
Na área docente, o número de professores pode variar entre 132 e 164 profissionais, dependendo do número de vagas ofertadas, e esse contingente será responsável por atender até quase 3 mil estudantes quando o campus estiver em pleno funcionamento. Dessa forma, o projeto deve gerar mais de 200 empregos diretos e movimentar toda a cadeia de serviços ao redor do campus — de comércio a transporte. Com isso, Betim se posiciona como destino de investimento e talento em escala regional.
Meses de articulação para tirar o projeto do papel

A conquista não surgiu do acaso. O prefeito Heron Guimarães e o deputado Reginaldo Lopes estiveram em Brasília em diferentes ocasiões para tratar da viabilização da proposta junto ao Ministério da Educação. O projeto foi apresentado ao presidente Lula e ao ministro da Educação, Camilo Santana, e recebeu o aval formal do Governo Federal durante agenda oficial em Minas Gerais.
O ministro Camilo Santana reforçou o compromisso federal: “Uma parceria com o prefeito de Betim e com nossos parlamentares para garantir o campus da universidade.” Por sua vez, o presidente Lula destacou que Betim merece o investimento, em linha com sua política de expansão do ensino superior público no Brasil. Nesse contexto, a articulação local e federal mostrou que projetos estruturantes saem do papel quando há vontade política e trabalho contínuo.
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