Prefeitura corta cargos comissionados em Betim

A Prefeitura exonerou de uma só vez 53 cargos comissionados em Betim, em decretos publicados no Órgão Oficial na quinta-feira (29).
A medida, no entanto, não surge do nada. Ela segue o decreto de contingenciamento financeiro que o prefeito Heron Guimarães assinou e a gestão publicou em 19 de outubro.
Com isso, o corte nos cargos comissionados em Betim ganha contornos concretos. Além disso, a economia projetada ajuda a dimensionar o tamanho real da medida.
Por que a prefeitura cortou cargos comissionados em Betim
O decreto autoriza reduzir em até 20% os cargos comissionados e as funções de confiança da administração direta. A redução pode acontecer por exoneração, por dispensa ou por cargos deixados vagos.
Para justificar o contingenciamento, o texto cita o El Niño, a mudança no ICMS Educação e a situação financeira de Minas Gerais. Nesse contexto, a dispensa dos cargos comissionados em Betim aplica a autorização que o decreto concede.
Quem perdeu o cargo e em quais secretarias
Entre os exonerados estão três superintendentes, três assessores especiais e 47 assessores de diferentes níveis. Ou seja, os assessores formam a grande maioria das dispensas.
A Secretaria-Geral do Município concentra a maior parte dos cargos comissionados em Betim dispensados, com 31. Em seguida, a Secretaria de Educação perdeu 12, e as outras pastas somam 10.
Por sua vez, os assessores de nível VIII formam o maior grupo, com 19 exonerações. Desse total, 14 atuavam na Secretaria-Geral.
Quanto custa cada cargo e qual a economia
Com base na folha de pagamento de setembro, divulgada no Portal da Transparência, os 53 cargos custam cerca de R$ 263,6 mil por mês. O valor é bruto e soma a remuneração do cargo com a função de confiança.
Se nenhum dos cargos for preenchido de novo, a economia bruta seria de cerca de R$ 527 mil em novembro e dezembro. Em 12 meses, ela chegaria a cerca de R$ 3,2 milhões.
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