Inundações no Nepal e Tibete já somam mais de 350 mortos

Inundações no Nepal e Tibete já somam mais de 350 mortos

As inundações no Nepal e Tibete deixaram um cenário de destruição na manhã desta quarta-feira (26/8), com centenas de mortos e mais de mil pessoas ainda desaparecidas. O desastre atingiu comunidades dos dois lados da fronteira, destruindo pontes, edifícios e outras estruturas em questão de segundos.

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Inicialmente, cientistas acreditavam que a causa do evento havia sido um terremoto. Porém, novas análises indicam que os tremores registrados estavam relacionados a um colapso glacial ocorrido a milhares de metros de altitude nas montanhas do Himalaia.

Diante da gravidade da situação, autoridades locais alertam para o risco de novas ondas de inundação nos próximos dias. Assim, equipes de resgate seguem trabalhando em áreas de difícil acesso enquanto tentam localizar sobreviventes e vítimas.

O que causou as inundações no Nepal e Tibete

De acordo com informações de agências internacionais, um enorme bloco desprendido de uma geleira a milhares de metros de altitude sobre um rio pode ter provocado o desastre no Nepal e no Tibete. O colapso foi registrado como um evento sísmico de magnitude 5,2.

Inundações no Nepal e Tibete
Inundações no Nepal e Tibete | FT: Reprodução Instagram

Além disso, como a região afetada é em grande parte inacessível, especialistas têm recorrido a medições de campo e imagens de satélite para reconstituir a sequência de eventos. Alguns pesquisadores sugerem que pode ter ocorrido um extravasamento violento de um lago glacial, fenômeno conhecido como GLOF — risco que cresce à medida que as geleiras derretem por causa das mudanças climáticas. Nesse tipo de evento, uma parede de detritos que retém a água do degelo cede repentinamente, liberando um grande volume de água vale abaixo.

Números da tragédia pode mudar

Os balanços mais recentes divulgados por autoridades e agências internacionais apontam mais de 350 mortos e mais de mil desaparecidos somando os dois lados da fronteira. Do lado tibetano, na região de Gyirong, autoridades chinesas relataram centenas de pessoas sem contato; já no Nepal, a polícia confirmou mortes em áreas atingidas pela onda de lama e detritos.

Por outro lado, esses números ainda podem crescer, já que equipes de resgate continuam encontrando corpos em regiões situadas quilômetros abaixo do ponto inicial da inundação. Entre os desaparecidos, há também estrangeiros de diferentes nacionalidades que estavam na região no momento do desastre.

Risco de novas ondas fr inundações no Nepal e Tibete  preocupa autoridades

O diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, Basanta Raj Adhikari, afirmou à BBC News que existe risco de uma segunda e terceira onda de inundações nesta quinta-feira (27/8) ou na sexta-feira (28/8). Segundo ele, ainda não há certeza sobre novos eventos, e a equipe segue em contato com colegas na China para monitorar a situação.

Adhikari destacou ainda que não há previsão de chuvas intensas na região, mas que novos deslizamentos de terra permanecem possíveis. Diante disso, pesquisadores vêm intensificando o monitoramento dos riscos associados às geleiras do Himalaia, já que episódios como esse tendem a se repetir com a intensificação das mudanças climáticas.

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Lourival Santana

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