Leilão de escolas em Minas atinge 95 unidades, incluindo Betim

O leilão de escolas em Minas ganhou destaque nesta segunda-feira (30), após o Governo de Minas Gerais conceder a gestão da infraestrutura de 95 unidades públicas estaduais à iniciativa privada. O fundo IG4 BTG Pactual Health Infra venceu a disputa e assumirá os serviços pelos próximos 25 anos.
Além disso, escolas localizadas em Betim, Brumadinho e Igarapé estão entre as contempladas. O leilão ocorreu na B3, com proposta de R$ 22,35 milhões mensais e deságio de 14,17%.
Leilão de escolas em Minas prevê bilhões em investimentos
O projeto do leilão de escolas em Minas prevê cerca de R$ 5,1 bilhões em investimentos ao longo do contrato. Dessa forma, o governo busca modernizar a infraestrutura e melhorar as condições físicas das unidades escolares.
Entre as melhorias, estão reformas em salas de aula, bibliotecas e laboratórios. Além disso, o plano inclui climatização, segurança, iluminação e acessibilidade, beneficiando aproximadamente 70 mil estudantes.
Por outro lado, o contrato também abrange serviços contínuos. Isso inclui limpeza, vigilância 24 horas, manutenção predial e fornecimento de insumos essenciais, como água, energia e internet.

Gestão pedagógica permanece com o Estado
Apesar da concessão, o governo afirma que a gestão pedagógica continuará sob responsabilidade da Secretaria de Educação. Assim, diretores e equipes escolares seguem atuando normalmente dentro das unidades.
Segundo o secretário Pedro Bruno Barros de Souza, a medida permitirá foco exclusivo no ensino. Ele destacou que o deságio representa economia para os cofres públicos e maior eficiência nos serviços.
Além disso, o diretor da Codemge, Gabriel Fajardo, afirmou que a iniciativa pode melhorar o desempenho educacional. Para entender mais sobre modelos semelhantes, acesse o portal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Críticas ao leilão de escolas em Minas geram protestos


Por outro lado, o leilão de escolas em Minas enfrenta críticas de entidades da educação. O Sind-UTE e movimentos estudantis realizaram protestos contra a medida.
Segundo o sindicato, a concessão pode gerar demissões e precarização dos serviços. Além disso, há preocupação com o enfraquecimento da gestão democrática e riscos à qualidade do ensino público.
A deputada Beatriz Cerqueira afirmou que existem “31 irregularidades” no projeto. O caso segue em análise no Tribunal de Contas, enquanto o governo nega qualquer problema.
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