Betim manda ajuda técnica a Juiz de Fora após chuvas devastadoras

A solidariedade entre municípios mineiros tem feito a diferença em meio à tragédia que atinge a Zona da Mata. Betim manda ajuda técnica a Juiz de Fora e também a Ubá, enviando especialistas da Defesa Civil para reforçar os trabalhos de resgate e avaliação de áreas atingidas pelas fortes chuvas que castigam a região.
A Zona da Mata mineira enfrenta um dos maiores desastres naturais de sua história recente. As fortes chuvas que atingem a região desde o início da semana já provocaram 54 mortes, centenas de feridos e deixaram milhares de famílias desalojadas ou desabrigadas. Juiz de Fora e Ubá são as cidades mais afetadas por essa tragédia que comove todo o estado.
Em Juiz de Fora, um enorme deslizamento de terra foi registrado por moradores na divisa entre os bairros Três Moinhos e Linhares. É possível ouvir os gritos de desespero das pessoas que testemunhavam o momento assustador, enquanto a terra levava parte do morro abaixo.
Prefeito Heron envia especialistas a Juiz de Fora

O prefeito de Betim, Heron Guimarães, anunciou o envio de uma equipe com três técnicos especializados da Defesa Civil para auxiliar as cidades atingidas. O objetivo principal é ajudar as vítimas e realizar estudos técnicos detalhados sobre a infraestrutura dos imóveis atingidos ou em situação de risco. Os betinenses já estão a caminho para reforçar os trabalhos locais.
Pelas suas redes sociais, o chefe do Executivo Municipal destacou a importância dessa mobilização.”Acompanho com muita tristeza a tragédia que atinge a Zona da Mata de Minas, especialmente Juiz de Fora e Ubá. Betim está solidário e à disposição. Já autorizei o envio de engenheiros da nossa equipe para ajudar no monitoramento, nas avaliações de área de risco e no apoio técnico necessário nesse momento tão difícil. Mais ajuda será enviada”, garantiu o prefeito, que atualmente está na Colômbia participando de uma missão internacional.
O cenário atual das cidades atingidas
De acordo com o último balanço do Corpo de Bombeiros, Juiz de Fora contabiliza 48 mortes e 12 desaparecidos. A cidade também possui cerca de 3 mil desalojados, ou seja, pessoas que tiveram que deixar suas casas e estão abrigadas na casa de parentes ou amigos.
Em Ubá, a situação também é preocupante. Foram confirmadas seis mortes e duas pessoas seguem desaparecidas. O número de desalojados chega a 1.200, enquanto 500 pessoas estão em abrigos públicos, sendo consideradas desabrigados. Já em Matias Barbosa, embora não haja mortes, 810 pessoas estão desalojadas e aguardam condições seguras para retornar para casa.
A chegada dos profissionais de Betim vai acelerar as vistorias técnicas e ajudar a Defesa Civil local a priorizar as intervenções mais urgentes. Quando Betim manda ajuda técnica a Juiz de Fora, está contribuindo diretamente para que famílias possam voltar para suas casas com mais segurança ou serem removidas a tempo de áreas de risco iminente.
O volume de chuva e os alertas meteorológicos

A Zona da Mata vive um cenário de alerta máximo. A prefeitura de Juiz de Fora informou que a cidade já registrou impressionantes 733 mm de chuva apenas em fevereiro. Esse volume é 4,3 vezes maior do que a média histórica esperada para todo o mês, o que explica a gravidade dos deslizamentos e alagamentos que devastaram comunidades inteiras.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas importantes para a região. O primeiro é um alerta vermelho de acumulado de chuva, o mais severo, com previsão de até 100 mm por dia. Existe grande risco de novos alagamentos e deslizamentos de encostas, principalmente nas áreas já vulneráveis e com ocupação irregular.
Além disso, há um alerta laranja para chuvas intensas. Nesse caso, a precipitação pode variar entre 30 mm/h e 100 mm/dia, acompanhada de ventos fortes de até 100 km/h. A população deve permanecer em locais seguros e acompanhar as orientações da Defesa Civil, evitando deslocamentos desnecessários.
O que causou tanta destruição?
Segundo Marcelo Celutci, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a tragédia é resultado de uma combinação perigosa. Uma massa de ar extremamente úmida encontrou uma frente fria, e a temperatura do mar, acima do normal, potencializou a instabilidade atmosférica, criando um cenário propício para chuvas extremas.
Essa combinação criou condições perfeitas para chuvas intensas e localizadas. Juiz de Fora foi particularmente afetada devido à sua topografia complexa e encostas que recebem diretamente a umidade vinda do oceano. Isso explica por que algumas cidades vizinhas sofreram menos impactos, embora todas estejam em estado de atenção.
Ações concretas no terreno
As equipes de resgate continuam trabalhando incansavelmente na busca pelos desaparecidos. Enquanto isso, a população se mobiliza em campanhas de arrecadação de donativos para as famílias desalojadas. Quem quiser ajudar pode procurar os pontos de coleta oficiais em cada cidade ou acessar os canais da Defesa Civil para saber quais itens são mais necessários no momento.
A iniciativa de Betim serve como exemplo de como a cooperação entre municípios pode salvar vidas e minimizar os impactos de desastres naturais. Com expertise técnica e equipamentos adequados, os profissionais da Defesa Civil de Betim chegam para somar esforços com as equipes locais que estão na linha de frente desde o primeiro dia.
Ver mais
Betim manda ajuda técnica a Juiz de Fora
Temas relacionados





