Vittorio Medioli ignora nomes de aliados pré-candidatos a deputado estadual

O cenário político de Betim ganhou novos contornos na segunda-feira (23/2). Em entrevista à TV Câmara, o ex-prefeito Vittorio Medioli não mencionou nenhuma das figuras apontadas como possíveis representantes do município na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o que foi interpretado por aliados como um “balde de água fria” nas articulações locais.
Medioli participou do CamaraCast e voltou a defender a necessidade de uma representação mais firme de Betim no Legislativo estadual. Durante a entrevista, reforçou sua pré-candidatura a deputado estadual e fez críticas à atuação de lideranças políticas em Minas Gerais e negou avalizar os nomes colocados.
Não apoia grupo Zema
Segundo ele, o município enfrenta dificuldades estruturais históricas e vive um momento preocupante. Vittorio Medioli afirmou que falta presença efetiva do governo estadual em pautas estratégicas para a cidade. Ao comentar o cenário político, também demonstrou insatisfação com o vice-governador Mateus Simões, citando entraves no apoio político e ausência do Estado em momentos decisivos.

Nos bastidores, chamou atenção o fato de o ex-prefeito não ter citado nomes ligados ao seu próprio grupo político, como Thiago Gregório, Tiago Santana, Cleusa Lara e Sapão — todos apontados como pré-candidatos e historicamente vinculados ao seu espólio político. Caso Medioli confirme a candidatura, a disputa pode provocar divisão de votos no município e a elimninação desse contingente.
Vittorio Medioli pré-candidato a deputado estadual
Durante a entrevista, ele foi enfático ao defender critérios mais rigorosos na escolha de representantes:
“Agora nós temos uma carência endêmica. E outra coisa, não é apenas votar num candidato da cidade, mas num candidato que tem compromissos, e durante a campanha você vai ver o que ele vai falar”, alertou Vittorio Medioli, contrariando os aliados que já se uniram a algum grupo.
A declaração reforça a linha adotada por ele: mais importante do que a origem do candidato é o compromisso efetivo com a cidade. Para Medioli, o eleitor deve avaliar propostas concretas e acompanhar atentamente o posicionamento dos postulantes ao longo da campanha.

“Fantasma da rachadinha”
Ele também criticou parlamentares que, segundo suas palavras, “se vendem” ou se omitem diante de problemas que afetam diretamente a população. “Se você está lá, tem que estar defendendo o município. Não é o município, é o povo que mora no município que paga a conta”, afirmou.
A movimentação do ex-prefeito já provoca debates nos bastidores e tende a influenciar o cenário eleitoral em Betim e na região metropolitana nos próximos meses.
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