Lula adota discurso firme sobre investigações envolvendo o INSS

Lula adota discurso firme sobre investigações envolvendo o INSS

O presidente Lula afirmou que o filho mais velho vai “pagar o preço” caso seja comprovado qualquer envolvimento no escândalo do INSS. A declaração foi feita em entrevista exclusiva ao UOL e repercutiu imediatamente no cenário político nacional.

whasapp  

Segundo o presidente, assim que surgiram as primeiras notícias, ele chamou o filho para uma conversa direta. Dessa forma, Lula reforçou que ninguém está acima da lei e que a verdade precisa ser esclarecida com responsabilidade e transparência.

Além disso, o posicionamento busca reforçar uma imagem de rigor institucional. Portanto, ao adotar um discurso público duro, o presidente sinaliza compromisso com as investigações e com o fortalecimento das instituições.

Presidente atribui esquema a gestão anterior e cobra investigação ampla

Durante a entrevista, Lula afirmou que o esquema de desvios no INSS teria sido montado durante o governo Bolsonaro. De acordo com ele, foi o atual governo que identificou as irregularidades por meio da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.

Nesse sentido, o presidente defendeu a criação de uma CPI para investigar a fraude. Inclusive, Lula declarou que orientou o PT a apoiar a instalação da comissão. Assim, o governo busca ampliar a apuração e oferecer respostas à sociedade.

Enquanto isso, o tema reacende o debate sobre fiscalização, transparência e responsabilidade administrativa.

Lula amplia discurso e entra no debate eleitoral de 2026

Lula adota discurso firme sobre investigações envolvendo o INSS
Lula adota discurso firme sobre investigações envolvendo o INSS – Kleyton Amorim/UOL

Além do caso do INSS, Lula aproveitou a entrevista para projetar o cenário eleitoral de 2026. O presidente afirmou que candidatos como Alckmin, Haddad ou Simone Tebet teriam força para vencer em São Paulo, desde que o debate seja baseado em políticas públicas.

Ao mesmo tempo, Lula criticou governadores como Romeu Zema e Tarcísio de Freitas, comparando ações na área social e na saúde. Dessa maneira, o discurso antecipa o tom do embate político que deve dominar os próximos meses.

Democracia, trabalho e polarização política no centro do discurso

O presidente também defendeu o fim da escala 6×1 e criticou propostas que ampliam jornadas de trabalho sem compensação. Para Lula, o país precisa garantir mais tempo de estudo, lazer e qualidade de vida à população.

Por fim, ele avaliou que o ambiente político está cada vez mais radicalizado. Ainda assim, reforçou que acredita na democracia como caminho para superar crises e manter o país em estabilidade institucional.

Lula defende discutir mandatos para ministros do STF

Lula defendeu a discussão de que haja mandatos para ministros do STF. “Não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75. Ela vai muito tempo, então eu acho que pode ter um mandato”, afirmou. Disse, no entanto, que isso precisa ser discutido com o Congresso Nacional e que o processo não tem a ver com o julgamento do 8 de janeiro, saindo em defesa do STF. “No 8 de janeiro, o julgamento foi a maior lição de que as instituições têm respeitabilidade nesse país”, disse.

“Eu jamais farei o jogo rasteiro dos meus adversários. Jamais utilizarei a internet para falar mentira. O que eu quero é criar uma consciência na cabeça do povo brasileiro de que a verdade de o jogo democrático precisa prevalecer”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva  manda recado ao  senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) – FT: Cristiano Mariz/O Globo

‘Ainda não desisti de você, Pacheco’, diz Lula sobre eleição em MG

Se dirigindo diretamente a Rodrigo Pacheco (PSD-MG) pela câmera, o presidente Lula (PT) disse que ainda tentará convencer o senador a ser o candidato dele ao governo de Minas Gerais. “Eu ainda não desisti de você, viu, Pacheco? Você sabe que nós vamos ter uma conversa. Eu acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais”, declarou.

‘A polícia está mais radicalizada’, avalia Lula

O petista afirmou que o ambiente adverso foi originado em 2016 com a tentativa do Aécio Neves de impedir a posse da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele avalia que, desde então, o ambiente político está mais radicalizado com as divergências cada vez mais evidentes. “È como se o campeonato fosse só Corinthians e Palmeiras”, observou.

Saiba mais 

O fim da reeleição no Brasil impactará as finanças dos partidos

Programa Gás do Povo vai atender 15 milhões de famílias

 

Please follow and like us:
Pin Share

Lourival Santana

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

RSS
Follow by Email
Abrir bate-papo
Olá
Podemos ajudá-lo?