Damares cita igrejas envolvidas na fraude do INSS e afronta Malafaia

Senadora afirma que há igrejas envolvidas na fraude do INSS e que dados são públicos e baseados em documentos oficiais da CPMI
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que as informações relacionadas às igrejas envolvidas na fraude do INSS fazem parte dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Segundo ela, os dados são públicos e foram extraídos de documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal.
De acordo com a parlamentar, os requerimentos apresentados seguem o devido processo legal e respeitam a presunção de inocência. Além disso, Damares destacou que todo o material está sendo analisado com responsabilidade e base documental.
Requerimentos citam igrejas e líderes religiosos
Entre os pedidos apresentados na CPMI estão requerimentos de transferência de sigilo de instituições apontadas nas apurações sobre as igrejas envolvidas na fraude do INSS. A lista inclui a Adoração Church, a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church e a Igreja Evangélica Campo de Anatote.
Também foram apresentados convites para depoimento e solicitações de quebra de sigilo de líderes religiosos, conforme previsto no regimento da comissão.
Segundo Damares, a eventual participação de igrejas em esquemas de fraude causa “profundo desconforto e tristeza”. Ainda assim, ela afirmou que cabe à CPMI cumprir seu dever constitucional de apurar os fatos, independentemente de vínculos religiosos ou políticos.

Ataques de Malafaia ampliam a crise
A repercussão aumentou após o pastor Silas Malafaia divulgar um vídeo nas redes sociais criticando duramente a senadora. No conteúdo, ele cobrou a apresentação de nomes e provas e atacou pessoalmente Damares.
“Uma questão gravíssima dessa, uma acusação desse nível, e a senhora não dá os nomes dos grandes líderes evangélicos e das grandes igrejas envolvidas na fraude do INSS?”, afirmou.
Em seguida, Malafaia elevou o tom e declarou que, sem provas, a senadora “não seria digna nem de ser evangélica”.
Embate expõe divisões no campo conservador
O confronto público evidenciou divisões internas na direita e reacendeu disputas no campo conservador. Em meio à tensão, aliados buscaram minimizar os impactos políticos do episódio.

Nesta quinta-feira, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que divergências fazem parte do processo político. Por isso, tentou reduzir a gravidade dos atritos dentro do grupo.
Ele também minimizou recentes movimentos políticos de Michelle Bolsonaro (PL) e reforçou o discurso de unidade.
“Eu pratico a união, porque esse é o caminho”, disse.
“Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, completou.
O episódio envolvendo as igrejas envolvidas na fraude do INSS reforça o clima de tensão política e amplia o debate sobre o papel das instituições religiosas em investigações de interesse público. Malafaia diz que Damares é ‘linguaruda’ por denunciar igrejas em fraudes no INSS. Mas a Senadora respondeu com uma lista de nomes e instituições religiosas citadas em requerimentos apresentados na CPMI do INSS.
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