A 21 dias das eleições, Lula convoca militância para ir às ruas

Faltando apenas três semanas para o primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um chamado direto à militância em transmissão ao vivo realizada neste domingo (13). O líder destacou a importância de engajar os eleitores na reta final e apresentar os avanços da atual gestão em comparação com o mandato anterior. O pronunciamento integrou uma mobilização nacional que movimentou mais de mil agendas públicas pelo país.
Durante o bate-papo, Lula defendeu a necessidade de contrapôr dados concretos a conteúdos desinformativos divulgados na internet. “Nós precisamos transformar esses 20 dias de campanha que faltam na verdade absoluta, para a gente vencer a mentira. É isso que está em jogo”, afirmou. O presidente orientou cada cidadão a refletir sobre as reais prioridades para o país antes de depositar o voto.
“Qual é o futuro que você deseja? Um país em que o petróleo seja nosso ou um país que aconteça o que aconteceu na Venezuela? Um país em que os minerais críticos e as terras raras sejam nossas, exploradas por nós, refinadas por nós, industrializadas por nós, ou permitir que as empresas americanas venham tomar as riquezas minerais? E assim vale para tudo”, indagou o presidente.
Combate à desinformação e estabilidade econômica
O presidente reforçou críticas a adversários que recorrem a notícias falsas na disputa política, argumentando que a falta de propostas inviabiliza uma administração eficiente. Como exemplo prático, citou a evolução do poder de compra e o controle dos preços dos alimentos.

Segundo os dados apresentados, a inflação de alimentos acumulada no governo anterior atingiu 56%, enquanto na atual gestão o índice registra 13,6%. Lula destacou que o mandato deve fechar 2026 com o menor acumulado inflacionário em um único período presidencial desde a redemocratização do país.
Reconstrução do Estado e autonomia institucional
Ao analisar o início do mandato, o chefe do Executivo relembrou as dificuldades para recompor orçamentos essenciais, como saúde e educação, além do pagamento de precatórios e débitos acumulados com estados. A recomposição orçamentária exigiu negociações ainda no período de transição.
Lula ressaltou também a preservação da independência de órgãos de fiscalização e investigação. O presidente ressaltou que as instituições mantiveram total liberdade para apurar irregularidades e combater esquemas de corrupção ou crimes financeiros no país.
Saiba mais em detalhes
COMBATE À MENTIRA – Lula criticou candidatos que recorrem à desinformação para chegar ao poder, mas não têm capacidade nem compromisso para governar em benefício da população. “Porque o sacana que ganhou uma eleição mentindo, ele não consegue governar mentindo. Vai resultar no Collor de Mello, no Bolsonaro, em gente imprestável no governo, porque não sabe governar, não tem relação com o povo, não tem compromisso com o povo”, declarou.
INFLAÇÃO – Um exemplo é a inflação de alimentos, um dos temas em que há mais mentiras contadas pela extrema direita. “A verdade é que no governo passado a inflação dos alimentos foi de 56%, no nosso governo foi de 13,6%. Obviamente que a comida ainda está cara, o fato é que a gente não conseguiu reduzir o preço estratosférico que estava no governo passado”, comparou Lula, que vai fechar 2026 com a menor inflação acumulada em um único mandato desde a redemocratização.
RECONSTRUÇÃO – Meses antes de subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do povo, Lula teve que recompor o orçamento do país. O antecessor tinha deixado cortes em diversas áreas, incluindo saúde e educação, além de uma dívida de mais de R$ 100 bilhões em precatórios e ICMS para governos estaduais. “Pela primeira vez, um presidente teve de começar a governar antes de tomar posse”.
Com informações – site oficial do Lula





