ONG Revisa: vereadores enfrentam Comissão de Ética

O caso da ONG Revisa teve um novo capítulo nesta quarta-feira (19/8), quando a Comissão de Ética da Câmara Municipal de Betim negou o pedido de arquivamento apresentado por quatro vereadores investigados. Portanto, o processo continua em tramitação e será analisado para verificar se houve quebra de decoro parlamentar.

A reunião, realizada na sala de reuniões da Casa, marcou o início oficial dos trabalhos da comissão sobre o caso ONG Revisa. Além disso, ficou definido que o próximo encontro acontece no dia 2 de setembro, às 9h, no mesmo local. Dessa forma, a apuração avança para uma nova fase depois do encerramento da comissão especial que investigou o tema anteriormente.
Como a Comissão de Ética conduz a apuração da ONG Revisa

Segundo o presidente do colegiado, vereador Klebinho Rezende (Avante), os trabalhos serão acompanhados de perto pela Procuradoria da Câmara e pela Diretoria Legislativa. Assim, a comissão busca garantir segurança jurídica em cada etapa da investigação sobre a ONG Revisa.
Klebinho explicou que o grupo também deliberou sobre pedidos de vista, que permitem aos interessados consultar os documentos que integram a apuração. Parte da documentação produzida pela comissão especial já foi disponibilizada, e um novo pedido de acesso foi encaminhado. Por isso, o colegiado avalia ainda se os elementos reunidos anteriormente poderão ser aproveitados nesta nova fase.
Outro encaminhamento importante foi o envio do caso para análise jurídica. A Procuradoria deverá avaliar o rito a ser seguido pela comissão, bem como os limites de sua atuação durante a apuração da quebra de decoro parlamentar. “Assim, poderemos estabelecer com segurança quais procedimentos poderão ser adotados pela comissão ao longo do processo”, completou Klebinho.
Entenda o caso envolvendo a ONG Revisa
A apuração começou depois que a comissão especial, criada em 18 de maio, investigou denúncias sobre a destinação de recursos públicos à ONG Revisa, registrada no bairro Brasileia. A entidade foi apontada como beneficiária de R$ 3.7 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, por meio de emendas parlamentares impositivas e de bancada.

Durante a investigação, a comissão especial solicitou à ONG Revisa e à Prefeitura de Betim comprovantes de serviços de consultoria, planos de trabalho, atas e procurações. Consequentemente, o caso ganhou repercussão após questionamentos sobre a existência e a operação real da entidade — uma diligência no endereço cadastrado não localizou o imóvel de número 352 indicado nos registros oficiais.
Próximos passos da investigação sobre a ONG Revisa
O Ministério Público de Minas Gerais também acompanha a investigação, embora o procedimento tramite sob sigilo. Agora, caberá à comissão analisar especificamente se a conduta dos vereadores investigados configura quebra de decoro parlamentar. Vale destacar que a negativa do pedido de arquivamento mantém o processo da ONG Revisa aberto e dá início, de fato, à nova etapa de apuração dentro da Câmara Municipal.
Envolvidos caso da ONG Revisa
A comissão ainda vai ouvir os vereadores Toninho da Farmácia (PL), Kenin G10 (DC), Zequinha Romão (PP) e Rony Martins (Republicanos), Layon Silva (PL) e Paulo Tekin (PL).
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