IPVA defendido por Cleitinho vai sufocar prefeitos

O IPVA defendido por Cleitinho voltou a dominar o noticiário político mineiro após o primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais, promovido pela Band Minas no último domingo (16/8). Diante dos demais postulantes ao cargo, o senador reforçou uma bandeira antiga e central de sua trajetória política.

Além disso, o tema ganhou ainda mais força porque o candidato prometeu que a mudança será uma das primeiras medidas de um eventual governo. Na ocasião, ele também aproveitou o espaço para criticar a atuação do Estado na prestação de serviços públicos essenciais, como a saúde. No entanto, analistas lembram que, embora a proposta seja bem recebida por parte dos motoristas, metade da arrecadação do tributo pertence aos municípios, o que pode impactar diretamente o orçamento de prefeituras menores.
CDB com alta rentabilidade para renda fixa
Dessa forma, a pauta se tornou um dos pontos mais comentados do confronto, dividindo opiniões entre os concorrentes ao Palácio Tiradentes e repercutindo amplamente nas redes sociais.
Proposta apresentada no debate
Durante o encontro, Cleitinho afirmou que pretende acabar com a apreensão de veículos por atraso no pagamento do imposto. “Não vai ter mais apreensão de veículo por falta de pagamento de IPVA”, declarou o candidato ao ser questionado por um adversário.

Vale destacar que o IPVA defendido por Cleitinho não propõe a isenção total do tributo, mas o fim da apreensão como forma de cobrança. Segundo ele, cerca de 4 milhões de veículos em Minas Gerais possuem débitos pendentes — número que, contudo, não teve a origem detalhada pelo candidato. A expectativa é que essa medida leve condutores a realizarem o pagamento apenas no momento da transferência do veículo, reduzindo a arrecadação imediata do estado.
Argumentos usados por Cleitinho
No debate, o senador justificou a proposta cobrando maior eficiência da gestão estadual. “O Estado cobra a obrigação do cidadão, mas não faz a obrigação dele. Tem pessoa que espera 30 dias, 60 dias ou até um ano por uma cirurgia eletiva”, criticou.
Por outro lado, o candidato também defendeu a redução da alíquota do imposto de 4% para 3%, utilizando o exemplo de proprietários de carros populares para ilustrar o impacto financeiro. “Minas não vai perder dinheiro. Vai virar investimento”, afirmou.
Nesse contexto, o IPVA defendido por Cleitinho integra uma estratégia mais ampla de redução de impostos automotivos, somada à isenção para veículos antigos, outro ponto abordado durante o debate.
Reações e limites legais da proposta
Em contrapartida, especialistas e adversários políticos apontam obstáculos jurídicos para a execução da promessa. De acordo com a reportagem do O Tempo, a Constituição exige lei específica para conceder isenção, anistia ou redução da base de cálculo de impostos, o que exige aprovação formal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Mateus Simões (PSD), outro candidato presente no debate, reconheceu a importância de discutir a redução da carga tributária, mas questionou o impacto fiscal da medida sobre o equilíbrio das contas públicas estaduais.
Em suma, o IPVA defendido por Cleitinho segue como um dos tópicos mais sensíveis da corrida eleitoral mineira e deve continuar no centro dos próximos debates, à medida que os candidatos detalham seus respectivos planos de governo.
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