Agosto Lilás em Betim reúne ações de combate à violência contra a mulher

A campanha Agosto Lilás em Betim chega com uma programação ampla de conscientização e mobilização social em defesa dos direitos das mulheres. Ao longo de todo o mês, o município concentrará palestras, seminários, blitzes educativas e atividades culturais voltadas à prevenção da violência e à proteção feminina.
A iniciativa integra o calendário nacional criado em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. A mobilização reúne órgãos públicos municipais, instituições do sistema de Justiça e entidades da sociedade civil organizada em prol da causa.
Segundo a Prefeitura, o objetivo central da programação é ampliar o acesso da população às informações e aos serviços municipais de acolhimento e proteção.
Abertura oficial das atividades
As atividades do Agosto Lilás em Betim tiveram início este mês, com uma ação integrada da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O hall do Centro Administrativo da Prefeitura — localizado na Rua Pará de Minas, 640, bairro Brasiléia — recebeu estandes temáticos com equipes capacitadas para orientar o público.

Durante todo o mês de agosto, a agenda contemplará formações pedagógicas, rodas de conversa e ações comunitárias em diversas regiões da cidade. O cronograma detalhado, com datas e locais, está disponível no site oficial da Prefeitura de Betim.
Atuação intersetorial da administração municipal
O cronograma do Agosto Lilás em Betim foi elaborado de maneira colaborativa entre os integrantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Coordenadora das ações, a Secretaria Municipal de Compliance também administra a Ouvidoria da Mulher, canal especializado para acolhimento e triagem de denúncias.
O plano de ação envolve diversas secretarias municipais:
Assistência Social: presta acolhimento especializado por meio da Casa Jackeline e da rede de CRAS;
Educação: conduz projetos pedagógicos e debates reflexivos nas escolas;
Saúde: capacita equipes para a identificação precoce e o encaminhamento de vítimas;
Segurança Pública, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana: realizam campanhas educativas nos espaços públicos e no trânsito.
“O enfrentamento à violência contra a mulher exige união e atuação permanente. A Secretaria de Compliance reuniu os integrantes da Rede e organizou um calendário integrado para dar unidade à campanha Agosto Lilás, fortalecer a articulação entre as instituições e ampliar o alcance das ações. Integridade também é respeito, proteção e compromisso com um serviço público que não tolere nenhuma forma de violência contra a mulher”, Letícia Oliveira, secretária municipal de Compliance.
Autonomia financeira como instrumento de emancipação
Um dos pilares estratégicos do Agosto Lilás em Betim é o fomento à independência financeira feminina. Em parceria com o Sebrae, Senac e Senai, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico disponibiliza oficinas, cursos de qualificação profissional e orientações sobre empreendedorismo.
“A autonomia financeira transforma vidas. Quando uma mulher tem acesso à qualificação, ao emprego ou à oportunidade de empreender, ela amplia sua liberdade de escolha e fortalece sua capacidade de romper ciclos de violência. O Agosto Lilás nos convida a refletir sobre todas as formas de violência contra a mulher, inclusive a violência patrimonial e a dependência econômica”, Marcela Lorhana, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico.
A ação reforça as políticas públicas do município no combate permanente às agressões de gênero.
MG tem alta de quase 5% em feminicídios
Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que os casos de feminicídio em Minas Gerais subiram em 2025. Os crimes saltaram de 169 em 2024 para 177 em 2025 – o que significa uma alta de 4,7%.
Violência cresce antes do crime
Os números do anuário mostram que o aumento dos feminicídios foi acompanhado pelo crescimento de indicadores de violência que costumam anteceder esse crime.
No ano passado, Minas registrou 85.993 ameaças contra mulheres, alta de 4,8% em relação ao ano anterior. Os casos de perseguição (stalking) cresceram de 5.327 para 6.533 (+22,6%), os registros de violência psicológica aumentaram de 3.004 para 3.994 (+32,9%) e o descumprimento de medidas protetivas de urgência chegou a 12.403 ocorrências, avanço de 10,2%.






