Ibovespa dispara acima de 190 mil pontos diante de novas tarifas de Trump

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar a maior parte do tarifaço do governo Donald Trump provocou forte reação no mercado financeiro global. Como resultado imediato, o Ibovespa dispara e rompeu, pela primeira vez, a barreira histórica dos 190 mil pontos.
Além disso, o dólar caiu abaixo de R$ 5,20 e atingiu o menor patamar desde maio de 2024 (R$ 5,17). O movimento reforça a percepção de alívio nas tensões comerciais e amplia o apetite por ativos de risco, especialmente em países emergentes como o Brasil.
Ibovespa dispara com alívio nas tensões comerciais
O principal índice da B3 encerrou o pregão aos 190.534 pontos, com alta superior a 1%. Mineradoras e bancos lideraram os ganhos, impulsionados pelo fluxo estrangeiro e pela melhora do cenário externo.
Além disso, na semana encurtada pelo carnaval, o índice acumulou valorização relevante. No acumulado de 2026, a bolsa brasileira já sobe mais de 18%, refletindo não apenas o cenário internacional mais favorável, mas também fundamentos internos mais sólidos.
Portanto, quando o ambiente global reduz incertezas, investidores buscam mercados com maior potencial de retorno. Nesse contexto, o Brasil voltou ao radar dos grandes fundos internacionais.

Dólar cai forte e fortalece moedas emergentes
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 5,176, com queda próxima de 1%. Desde o início do ano, a moeda norte-americana já acumula recuo significativo frente ao real.
Ao mesmo tempo, outras moedas emergentes também se valorizaram. Isso ocorreu porque a decisão judicial reduziu o risco de uma escalada protecionista nos Estados Unidos, favorecendo o comércio global e o fluxo de capitais para economias em desenvolvimento. Assim o Ibovespa dispara impulsionando o capital brasileiro.
Mesmo após Trump sinalizar a intenção de criar uma tarifa global temporária, o mercado manteve o otimismo. Pelo contrário, a bolsa ampliou ganhos e o dólar aprofundou a queda, demonstrando confiança na previsibilidade institucional.
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Ibovespa dispara
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